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7 erros comuns na manutenção da piscina — e como evitá-los

Água transparente não prova que está tudo bem. Estes são os sete erros que mais vemos na manutenção de piscinas particulares, cada um com uma forma prática de o evitar.

Por AQELIO-redactie6 min de leitura

Resposta curta: a maioria dos problemas da água da piscina não resulta de um grande erro, mas de vários pequenos: dosear sem medir, avaliar a água pela transparência, esquecer o pH, descuidar o filtro, usar mal os produtos e não voltar a medir depois de um tratamento. Medir com regularidade, seguir o rótulo e verificar após cada intervenção evita a maior parte.

A seguir, os sete erros que encontramos com mais frequência e o que fazer em vez disso.

1. Dosear sem medir primeiro

"Todos os sábados deito um pouco de cloro" parece seguro, mas não sabe se é suficiente, pouco ou demasiado. O consumo de cloro varia muito com o sol, a temperatura, a chuva e o número de banhistas, por isso uma quantidade fixa quase nunca é a certa.

Como evitar: meça antes de adicionar qualquer coisa — pelo menos o pH e o cloro livre — e só depois decida se adiciona algo e o quê. Os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) aconselham os proprietários de piscinas e spas particulares a verificar o cloro e o pH pelo menos duas vezes por dia, e mais vezes quando a água é muito usada. Parece muito, mas uma tira de teste ou um kit de análise demora cerca de um minuto.

2. Confiar apenas na água transparente

A água transparente pode ter desinfetante a menos ou um pH muito fora do intervalo. Os germes não se veem. Ao contrário, uma água ligeiramente turva pode ser um problema de filtração e não de química.

Como evitar: considere o aspeto da água um sinal, não uma medição. Uma fotografia da água também não diz nada sobre os seus valores químicos. Na dúvida, meça.

3. Esquecer o pH

Muitas pessoas só vigiam o cloro, mas o pH determina a eficácia do cloro. Segundo os CDC, um pH demasiado alto ou baixo torna o cloro menos eficaz contra os germes, e um pH errado pode irritar a pele e os olhos e danificar o equipamento. Para piscinas particulares, os CDC indicam um pH de 7,0 a 7,8.

Como evitar: meça sempre o pH e o cloro em conjunto. Corrija o pH se estiver fora do intervalo, de acordo com o rótulo do seu produto, e volte a medir antes de ajustar o cloro. Explicamos a relação em pH e cloro na piscina: porque deve medir ambos.

4. Descuidar a filtração e a limpeza

A química e o equipamento trabalham em conjunto. Um filtro sujo, cestos do skimmer cheios ou uma bomba que funciona pouco tempo deixam sujidade e matéria orgânica na água. Isso consome mais desinfetante e turva a água mais depressa.

Como evitar:

  • Esvazie regularmente os cestos do skimmer e da bomba, sobretudo depois de vento ou chuva.

  • Limpe ou faça a contralavagem do filtro conforme as indicações do fabricante do seu filtro.

  • Escove paredes, degraus e cantos; é aí que os depósitos se acumulam primeiro.

  • Ajuste o tempo de funcionamento da bomba à sua instalação, ao volume de água e à utilização. Não existe um número fixo de horas que sirva para todas as piscinas; o manual da bomba e do filtro é o ponto de partida.

5. Usar ou combinar mal os produtos

É o erro com maior risco para a segurança. Os produtos químicos de piscina reagem entre si. Os CDC alertam que misturar produtos diferentes, em especial cloro e ácido, pode libertar gases tóxicos.

Como evitar: use um produto de cada vez, siga a dose do rótulo para o seu volume de água e deixe a água circular antes de adicionar o seguinte. Se não souber o volume com rigor, calcule-o primeiro; uma estimativa muito errada é uma causa frequente de sobredosagem ou de dose insuficiente.

6. Querer resolver tudo ao mesmo tempo

Quando a água tem mau aspeto, é tentador adicionar redutor de pH, cloro, algicida e floculante uns atrás dos outros. Depois não sabe o que resultou, os produtos podem anular-se e corre o risco de exagerar na dose.

Como evitar: siga uma ordem lógica. Primeiro medir, depois trazer o pH para o intervalo, deixar circular, medir de novo e só então tratar da desinfeção. Água verde? Leia primeiro o que verificar antes de adicionar produtos.

7. Não voltar a medir depois de um tratamento

Uma correção só está concluída quando uma nova medição mostra que os valores estão no intervalo. Sem essa verificação não sabe se a dose estava certa, e só dá pelo próximo problema quando a água voltar a mudar.

Como evitar: volte a medir após o tempo de espera indicado no rótulo e registe os valores. Um registo simples mostra se a piscina tende sempre para o mesmo lado, por exemplo depois de dias de muito uso ou de chuva.

Uma rotina curta que funciona

  1. Meça o pH e o cloro livre a horas fixas, e também depois de muito uso, calor ou chuva.

  2. Compare o resultado com o intervalo recomendado para o seu tipo de piscina e de desinfeção.

  3. Corrija uma coisa de cada vez, de acordo com o rótulo e o volume de água.

  4. Deixe a água circular e volte a medir.

  5. Mantenha limpos o filtro, o skimmer e as paredes.

  6. Registe o que mediu e fez.

Perguntas frequentes

Com que frequência devo medir a água da piscina?

Os CDC aconselham os proprietários de piscinas e spas particulares a verificar o cloro e o pH pelo menos duas vezes por dia, e mais vezes com muito uso. Siga também as instruções da sua instalação e dos seus produtos.

Água transparente é segura para nadar?

Não necessariamente. A transparência não diz nada sobre o nível de desinfetante nem sobre o pH. Só uma medição o pode confirmar e, perante dúvidas ou problemas persistentes, um profissional de piscinas é o passo certo.

Este artigo é informação geral, não um conselho pessoal. Siga sempre o rótulo dos seus produtos e as instruções da sua instalação; em caso de dúvida, consulte um profissional de piscinas.

Fontes

  1. Home Pool and Hot Tub Water Treatment and Testing — U.S. Centers for Disease Control and Prevention (CDC)
  2. Guidelines for Keeping Your Pool Safe and Healthy — CDC
  3. Use Pool Chemicals Safely (poster) — CDC